ESPECIALISTA EXPLICA RISCOS DE ESPREMER ESPINHAS APÓS CASO DE INFLUENCER

A internação do influenciador Willian Silva, conhecido como “Ken de CG”, em Campo Grande, após espremer uma espinha na região do bigode, reacendeu o alerta para os riscos de mexer em lesões no rosto. Nas redes sociais, Willian publicou um vídeo alertando os seguidores sobre a infecção que surgiu após manipular a espinha e arrancar um pelo inflamado.

Segundo a dermatologista Daniele Cavalcante de Almeida Magnani, a área que vai das sobrancelhas até os cantos da boca, passando pelo nariz e pelo lábio superior, é chamada de “zona da morte” ou “triângulo de perigo da face” e pode levar infecções diretamente ao cérebro.

“As veias dessa região não têm válvulas e se conectam ao seio cavernoso, dentro do crânio. Isso permite que uma infecção da pele chegue a estruturas internas”, explica a médica.

O maior risco é a trombose do seio cavernoso, quando a infecção forma um coágulo que pode evoluir para meningite, abscesso cerebral ou até sepse, uma condição grave condição grave que pode levar a morte.

“Ao espremer uma espinha, a pele se rompe e facilita a entrada de bactérias, como o Staphylococcus aureus, em camadas mais profundas”, detalha a dermatologista.

Mexer em espinhas também pode deixar cicatrizes permanentes, causar foliculite e formar novos abscessos.

Orientações em caso de lesões

Para evitar complicações, a recomendação é não manipular lesões inflamadas, principalmente nessa região do rosto. O ideal é procurar um dermatologista em casos de dor, vermelhidão intensa ou quando a lesão não melhora em poucos dias.

Alguns sintomas exigem atendimento médico imediato, como:

Febre; Inchaço próximo aos olhos; Dor de cabeça intensa. “Esses sinais podem indicar que a infecção já se espalhou e precisa de tratamento urgente”, alerta a especialista.

G1

Veja também: